
Polícia Militar do Espírito Santo atua pior do que na época da ditadura militar, sem preocupação social.
A violência do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar do Espírito Santo contra a população civil de Aracruz, jornalistas e representantes da seccional capixaba da OAB-ES, ocorrida em maio de 2011, não pode cair no esquecimento. O governador Renato Casagrande montou um esquema para que a violência, onde a PM utilizou até helicóptero, para bombardear por via aérea, além de mais de 400 homens fortemente armados caia no esquecimento. As questões sociais no Espírito Santo são sufocadas a bala.
Ele pediu um “rigoroso inquérito”, desses que objetivam única e exclusivamente dar tempo para que a ação covarde da PM seja esquecida. A “apuração”, feita pelos próprios PMs tem prazo de 60 dias. É óbvio que não vão incriminar a si próprio. Até o final do “inquérito”, o assunto cai no esquecimento. A PM cumpria uma ordem esdrúxula de um juiz da cidade de Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O juiz mandou a PM evacuar a população do Bairro Nova Esperança, demonstrando o quanto ele está despreparado para lidar com questões de natureza social.
O terreno onde o Bairro Nova Esperança existia há mais de um ano é de propriedade da Prefeitura de Aracruz. Esse terreno não é de pessoas físicas e nem de empresas e muito menos tem alguma destinação econômica. Ou seja, não é destinado para a implantação de empresa e com conseqüente geração de emprego e renda. E nem é voltado para algum empreendimento de relevante interesse público. O terreno é apenas destinado a construção de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida.
“SOCIAL” – Ora, se o objetivo do terreno era para entregar casas populares para as pessoas de baixa renda, porque o governador Renato Casagrande, que se diz de um partido “social” (PSB) não acionou a Procuradoria Geral do Estado? O governador deveria ter questionado no Conselho de Ética do Judiciário a decisão absurda do juiz que não tem visão social E, mais ainda, deveria ter mantido as pessoas de baixa renda onde estavam.
A ação criminosa da PM do Espírito Santo provocou a morte de uma idosa, que foi impedida de entrar dentro de sua própria casa para apanhar os remédios de uso diário. Ela sofria de pressão alta. Resultado, dois dias depois ela morreu. Quem será responsabilizado civil e criminalmente por esse crime? O governador por não ter feito nada? O comandante da PM por ser o responsável pela ação criminosa? Ou o juiz que mandou a PM cometer o crime?
O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH), durante sessão que discutiu o crime da PM em Aracruz., foi duro com o descaso social de Casagrande. “Em um Governo dito popular no Estado do Espírito Santo isso não pode acontecer, sob hipótese alguma, em cidade nenhuma e em Estado algum. Independente de quem seja o Governo”.
VÍDEOS: CLIQUE AQUI e assista na íntegra da reunião da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH), onde foi apresentado o vídeo da violência da PM. CLICANDO AQUI você assiste a reportagem da TV Vitória/Rede Record mostrando toda a cena de violência contra a população civil, jornalistas e representantes da OAB-ES. AQUI TEM OUTRO vídeo pequeno mostrando mais violência.
NOTAS DE REPÚDIO À AÇÃO CRIMINOSA DA PM:
1) OAB-ES: CLLIQUE AQUI ou vá a este endereço: http://www.oabes.org.br/detalhe_noticia.asp?id=553513
2) SINDICATO DOS JORNALISTAS DO ESPÍRITO SANTO: CLIQUE AQUI ou vá a este endereço: http://www.sindijornalistases.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=516&Itemid=2
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